Jorge Rita - Editorial

O nosso leite tem de ser mais bem pago | Editorial Agricultor 2000

O setor do leite nos Açores ultrapassa um período difícil e complicado, já que o trabalho de qualidade que os produtores desenvolvem não tem tido o retorno que deveria ter, face ao preço de leite que é pago pelas indústrias, que continua a ser dos mais baixos da europa.

Esta é uma situação que tem de ser revertida, porque não podemos continuar a desvalorizar a principal produção da região, onde o produtor é sempre o elo mais fraco da fileira, sujeito constantemente a políticas das indústrias, muitas vezes difíceis de perceber e entender.

O próprio Governo Regional refere que não compreende a situação do preço do leite que se vive nos Açores, mas não utiliza todos os meios que tem ao seu alcance, capazes de alterar a política de gestão prejudicial que algumas indústrias fazem nesta área, sendo sempre as primeiras a baixar o preço quando os mercados apresentam ligeiras quebras, enquanto são as últimas a subir, quando os mercados são positivos. 

Não podemos aceitar que os sinais positivos dos mercados lácteos nos últimos dois anos, não se tenham refletido justamente no preço pago aos produtores.

Somos uma região pequena e com muitas condicionantes, que nos obriga a aproveitar os nossos recursos escassos duma forma harmoniosa e sustentável, e a produção de leite é um bom exemplo desta simbiose entre economia e ambiente, por isso, a indústria tem de potenciar esta realidade e gerar valor acrescentado à excelência do nosso leite, que tem características muito próprias e exclusivas, pelo que tem inovar nos produtos que cria, de forma a ir de encontro às necessidades do consumidor.

O aumento dos custos dos fatores de produção das explorações tem sido uma realidade, nomeadamente devido ao continuo aumento do preço do gasóleo, e também ao acréscimo de custos de alimentação dos animais, que resulta das consequências do período de seca que estamos a atravessar.

 A agricultura é o pilar fundamental da nossa economia e o leite é a sua principal atividade pelo que, necessitamos de indústrias proativas que sejam capazes de repercutir no produtor um preço justo que os incentive e estimule, dando-lhes assim, um rendimento digno e que esteja de acordo com as expetativas de quem trabalha todos os dias do ano.

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