Jorge Rita - Editorial

Próximo Governo Regional deve encarar o setor agrícola como prioritário | Editorial Agricultor 2000

O setor agrícola na região continua a ser fundamental no equilíbrio socioeconómico das nossas ilhas porque não existe nenhum que o possa substituir, já que as suas implicações se estendem a toda a sociedade, duma forma direta ou indireta.

Esta é uma realidade reconhecida pelos diferentes agentes políticos e económicos da nossa região, que é assente em dados objetivos e não em conjunturas subjetivas que muitas vezes têm por trás estratégias que em nada contribuem para o desenvolvimento dos Açores.

Desta forma, e atendendo às dificuldades existentes, a agricultura deve merecer do próximo governo regional uma atenção redobrada na adoção das políticas a implementar na região, que sejam capazes de tornar o setor mais competitivo que passamos a descrever.

Setor leiteiro: Continuação da reestruturação do setor leiteiro, através de medidas capazes de potenciar a produção; Regulação da venda dos produtos lácteos na distribuição; Incentivo à introdução de novos produtos lácteos que criem valor acrescentado e, procura efetiva de novos mercados que reconheçam e valorizem a qualidade do leite Açoriano e derivados; Manutenção dos 45 euros por vaca para São Miguel e Terceira durante a próxima legislatura, aposta na exportação de novilhas de alto valor genético e de embriões, aprofundamento do CALL.

Setor da carne: Continuar a apostar nesta produção nalgumas ilhas; Dotar os matadouros regionais das condições que permitam potenciar a exportação de carne e assim, ir de encontro às novas solicitações dos mercados.

Diversificação agrícola: Criação de mecanismos que promovam a regulação do mercado de forma a controlar a produção existente e, assim contribuir para a diminuição das importações; Potenciar as produções locais existentes, designadamente, com o aumento de produtos de denominação de origem protegida ou indicação geográfica protegida; Implementação dos seguros agrícolas.

Para além destas medidas setoriais, devem ser tomadas outras, como promover a melhoria das condições existentes das infraestruturas da sanidade animal, reorientação e reforço do Posei, execução a favor da produção do Prorural+, aproveitamento regional de todos os programas comunitários disponíveis, criação de um lobby Açoriano em Bruxelas, revisão do modelo de transportes marítimos em vigor e melhoria dos portos nos Açores, devendo ser encontrada uma solução final que permita resolver as contribuições excessivas dos agricultores para a segurança social e diminuição da carga fiscal; Deve ser promovida a reorganização da administração pública na área agrícola que permita agregar numa entidade todas as competências referentes às infra estruturas agrícolas, e também, impulsionar a transferência de funções para as organizações de produtores, dotando-as com os meios necessários para a sua sustentabilidade.

A realidade dos Açores diz-nos que a Agricultura é insubstituível na economia, cabendo ao Governo Regional proteger e acarinhar este setor, que passa por momentos difíceis, mas que continua a fazer parte do futuro da região, por isso, deve ser encarado por quem nos governa, sempre como um setor prioritário.

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