Jorge Rita - Editorial

Não desistimos de encontrar soluções satisfatórias para os produtores de leite | Editorial Agricultor 2000

Os tempos conturbados que a fileira do leite atravessa têm implicações na vida diária dos produtores, já que a diminuição do rendimento tem sido constante nos últimos meses, atendendo à situação muito negativa que tem ocorrido nos mercados lácteos, devido à abolição das quotas leiteiras, ao embargo russo ou à diminuição da procura dos produtos lácteos no mercado mundial, o que tem levado a descidas sucessivas nos preços do leite por parte da indústria.

Para fazer face a esta realidade, a Associação Agrícola de São Miguel tem desenvolvido um trabalho contínuo de reivindicação perante a União Europeia, Governo da República, Governo Regional e a indústria, de forma a serem encontradas soluções capazes de ajudarem os produtores nesta fase difícil, no entanto, e até ao momento, as medidas criadas são manifestamente insatisfatórias e não correspondem às expectativas da Lavoura.

Os resultados dos últimos conselhos de ministros da União Europeia, não trouxeram medidas adequadas para parar o declínio dos mercados lácteos, tendo sido por isso, uma autêntica desilusão para a lavoura Açoriana, pelo que continuaremos, a reivindicar junto de Bruxelas e do Governo da República (que não se pode alienar da realidade Açoriana) de medidas conjunturais e estruturais que correspondam às necessidades dos produtores Açorianos.

Perante o Governo Regional, e embora o aumento da dotação financeira do plano anual de investimentos de 5 milhões de euros diretos para o setor não sejam suficientes para fazer face às necessidades, já foram tomadas algumas medidas, como a ajuda dos 45 euros por vaca para São Miguel e Terceira, e no âmbito da reestruturação, a criação de novo resgate leiteiro e duma nova linha de compensação financeira, o Safiagri III, foram medidas em que a Federação Agrícola dos Açores se empenhou e teve uma importância decisiva.

No que se refere ao resgate leiteiro, as condições previstas adequam-se a alguns produtores que por não terem condições para continuar no setor, poderão sair do mesmo, duma forma digna, podendo inclusive, dedicarem-se a outro tipo de atividade, nomeadamente, no âmbito da diversificação; Por outro lado, o Safiagri III permitirá que os produtores tenham bonificação de juros entre 1 de Julho de 2014 e 30 de Junho de 2017, o que permitirá criar alguma liquidez nas explorações.

Também junto da indústria, a Associação Agrícola de São Miguel trabalhou e continuará a trabalhar, de forma a encontrar uma situação mais justa para os produtores, perante esta nova forma de abordagem no setor, que passa por impor restrições na produção, com penalizações para quem produz acima da sua produção permitida e nalguns casos, com bonificações, para quem produz abaixo.

No âmbito dos custos dos fatores de produção, a Cooperativa União Agrícola tem procurado alargar e ampliar os serviços ao dispor dos associados, para que possam melhorar as eficiências das suas explorações, e sempre que possível, tem também diminuído os preços praticados, como aconteceu com a baixa das rações e a recente diminuição dos preços dos adubos.

Sabemos que estamos num período de crise no setor leiteiro que promove a incerteza e a dúvida, mas temos de saber reagir, resistir e ser resilientes perante estas adversidades, tal como já o fomos no passado, porque só desta forma é que poderemos evoluir, ser cada vez mais profissionais e encarar o futuro com otimismo.

Podem os associados confiar nesta direção da Associação Agrícola de São Miguel na procura de soluções para a fileira do leite capazes de melhorar o nosso rendimento, porque esse será sempre o objetivo a atingir, e do qual, nunca desistiremos, nem abdicaremos.

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