Fábrica de Rações Santana
A Nutrição ao Serviço da Lavoura

O presidente da Associação Agrícola de São Miguel (AASM) salientou a celebração do Dia Nacional da Agricultura, que contou com a participação de mais de 3000 crianças, no recinto da Feira de Santana, em Rabo de Peixe, descrevendo o momento como "único na Região Autónoma dos Açores, no país e possivelmente na Europa".
"Juntar todas estas crianças, todos os professores, o poder [político], a comunicação social, todos nesta magnífica envolvência, neste espaço, é digno de registo. Para mim, é uma honra enorme, porque este é o melhor evento que eu tenho feito desde que sou presidente da Associação Agrícola. Nada enaltece mais o setor da agricultura do que juntar estas escolas e a formação a esta mesma agricultura", explanou.
O responsável sublinhou que o evento só foi possível graças ao contributo de todas as entidades e pessoas envolvidas na organização. Além dos funcionários e colaboradores da Associação Agrícola, destacou o apoio do Governo dos Açores, da CAP, das autarquias e das escolas participantes.
Jorge Rita lembrou que os eventos também têm custos, por isso agradeceu o apoio dos patrocinadores, como a Caixa de Crédito Agrícola e o BPI, bem como aos expositores. Não obstante, o presidente da AASM ressalvou que iniciativas desta dimensão nunca devem ser vistas como uma despesa, mas sim como um investimento na educação das crianças, e reforçou que é um enorme orgulho celebrar este dia, desta forma.
A Região não pode "aceitar discriminações negativas
No entender de Jorge Rita, a Região Autónoma dos Açores não pode "aceitar discriminações negativas do Governo da República e da Europa".
Refletindo sobre o momento difícil que se vive na agricultura, o presidente da AASM relembra que "não faz qualquer sentido" os agricultores açorianos e madeirenses ficarem de fora de apoios para o setor agrícola, quando são designadas ajudas para todo o território nacional.
Nesse sentido, diz que conta com a ajuda da CAP que, na sua perspetiva, tem sido "um extraordinário porta-voz", bem como do Governo Regional dos Açores, para fazer face a esta situação. "O Governo da República não pode continuar a fazer essa discriminação porque é uma injustiça", argumentou.